Será lançado hoje, na Biblioteca Nacional, o livro póstumo do escritor cabo-verdiano Luís Romano, Comentários Literoverdianos – uma obra com quase 500 páginas que reúne trabalhos sobre a história da literatura cabo-verdiana.
Organizado pela Academia Cabo-verdiana de Letras e pela professora e investigadora brasileira Simone Caputo Gomes, o trabalho reúne apontamentos do autor sobre alguns nomes da literatura cabo-verdiana como Arménio Vieira, Eugénio Tavares, Corsino Fortes, Pedro Cardoso.
Ontem foi entregue ao país um acervo composto por 1200 livros de literatura, manuscritos e textos inéditos, do autor, vindos do Brasil, onde o cabo-verdiano viveu por quase 50 anos.
Luís Romano de Madeira Melo, que nasceu a 6 de Outubro de 1922 em Santo Antão e morreu a 22 de Janeiro de 2010, no Brasil, foi um poeta, romancista e folclorista cabo-verdiano, com trabalhos em português e na língua cabo-verdiana, variante de Santo Antão.
A sua vasta obra literária é composta por contos, romance, poesia, investigação, ensaio e divulgação analítica. A sua obra mais conhecida é Famintos – Romance de um povo.
Luís Romano escreveu ainda: Cabo Verde: elo antropológico entre a África e o Brasil (Natal, 1964), Cabo Verde – Renascença de uma Civilização no Atlântico Médio (Lisboa, 1967, poemas e contos), Negrume/Lzimparin (Rio de Janeiro, 1973, contos), A poesia viva de Cabo Verde (Rio de Janeiro, 1976), Crónicas (Voz di povo, 1981), Contravento: Antologia bilingue de poesia cabo-verdiana (EUA, Atlantis, 1982), Cem Anos de Literatura Cabo-verdiana (Lisboa, 1984), Ilha (S. Vicente, 1991, estórias cabo-verdianas), Kabverd: Civilização e Cultura (Rio de Janeiro, 2000).




