Escravatura Moderna e o Papel dos Advogados é tema de uma palestra proferida hoje na Praia pelo presidente da União Internacional de Advogados, Pedro Pais de Almeida.
De acordo com o advogado, os advogados devem pressionar os Estados a aprovarem uma legislação que puna aqueles que utilizam mão-de-obra escrava.
De acordo com dados de Relatório da fundação australiana, Walk Free, mais de 40 milhões de pessoas no mundo inteiro são vítimas da escravatura moderna.
Entre os países lusófonos, Cabo Verde é o que tem menos casos – atualmente o arquipélago possui dois mil escravos modernos segundo o relatório apresentado na semana passada nas Nações Unidas.
O relatório, denominado Índice de Escravatura Global 2018, que analisou 167 países, estima que entre os países lusófonos o brasil aparece com mais casos – 369 mil escravos modernos, seguindo-se Angola com 199 mil, Moçambique 152 mil, Portugal, 26 mil, Guiné-Bissau 13 mil, Timor-Leste, com 10 mil, Guiné Equatorial, com 7 mil e São Tomé e Príncipe não foi reportado.
Entre as mulheres, a Organização mostra que s formas mais comuns dessa violência são forçá-las a se casar, a fazer serviços domésticos ou a se prostituir. No caso dos homens, destaca-se o serviço em barcos da indústria da pesca.




