Projecto da Guiné Bissau recebe Prémio da ONU, no dia em que o país celebra 46 anos como país livre

Conselho de gestão da área marinha protegida comunitária Urok, no arquipélago dos Bijagós na Guiné Bissau é reconhecido pelas Nações Unidas como uma solução inovadora para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

Também este é um dos 22 projectos vencedores do Prémio Equador da ONU. O prémio foi entregue hoje, dia em que a Guiné Bissau completa 46 anos como país livre, durante a Assembleia-Geral da ONU em Nova York, um dia depois da cimeira extraordinária da Ação Climática que junta líderes de 193 países.

O projecto vencedor que reúne um grupo de 13 ilhas no arquipélago dos Bijagós utiliza o conhecimento tradicional para proteger 54,5 mil hectares de ecossistemas marinhos e de mangais críticos, para mitigar as alterações climáticas, reduzir a erosão costeira e assegurar os meios de subsistência para os povos indígenas dos Bijagós.

Miguel de Barros, membro do Conselho, ao receber o prémio, considerou esta uma oportunidade de mostrar ao mundo uma outra imagem da Guiné-Bissau. “A existência de um prémio como esse, que reconhece os saberes, as capacidades e as soluções baseadas na cultura e na natureza para a redução de efeitos climáticos e ao mesmo tempo para a preservação de recursos e espaços vitais é algo extremamente importante que permite não só trazer auto-estima aos guineenses mas dar confiança de que o esforço que está a ser feito para a conservação da Guiné-Bissau é uma aprendizagem muito importante pelo que o mundo também pode aprender connosco enquanto um estimulo para a preservação do planeta”, disse.