Camarões: Jovem cientista ganha prémio por combater a malária com plantas nativas

Cientista africana Agnès Antoniette Ntoumba é galardoada por desenvolver Insecticida orgânico para combater o mosquito que causa a malária.

A jovem camaronesa, que transformou em missão de vida combater o mosquito responsável pela transmissão da Malária, desenvolveu o primeiro insecticida 100% orgânico, feito a base de plantas locais.

Pela descoberta, a pesquisadora recebeu o prestigioso prémio Jovens Talentos, da Unesco, Organização das nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

A pesquisa começou há três anos. E Ntoumba fala em nome da sua equipa: “Esta é a nossa contribuição para combater a malária, efectivamente até 2030, como estipulado pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”.

Para a cientista é importante estarmos atentos e aproveitarmos aquilo que a natureza nos dá “temos as plantas, que não nos custam nada”. Os testes têm sido feitos com plantas como limão e goiaba, que têm mostrado extremamente eficazes contra o transmissor. A decisão de usar plantas é porque “os insectos têm-se mostrado muito resistentes aos produtos químicos, além desses trazerem problemas para a saúde humana e para o meio ambiente”.

A Malária é uma das doenças mais mortais do mundo, transmitida por mosquitos. A cada dois minutos, uma criança morre da doença. Em 2019, a doença ceifou 400 mil vidas.