Os dados provisórios das eleições legislativas de ontem (18) indicam uma taxa de abstenção a rondar os 42,2% o que corresponde a 163.708 eleitores.
Dos 373.615 inscritos, apenas 223.932 dos eleitores dirigiram-se às urnas.
De acordo com a plataforma www.eleicoes.cv com 98,6% das 1.459 mesas apuradas haviam 2.440 votos brancos (1,1%) e 3.042 votos nulos (1,4%).
Renovação de mandato
Nas eleições de ontem, com a vitória do MPD, Ulisses Correia e Silva renovou o seu mandato como primeiro-ministro e no seu discurso definiu como prioridades imediatas a vacinação de mais de 70% da população conta a Covid-19, a eliminação da pobreza extrema e a retoma da economia.
Já a presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, após a derrota, colocou o seu cargo a disposição, augurando bons tempos para o país.
António Monteiro, da UCID, diz que o resultado obtido soube a pouco, tendo em conta os objectivos traçados, mas como democratas aceitam.
O líder do PP Amândio Barbosa Vicente, também, diz que seu cargo está à disposição, caso houver necessidade de uma nova liderança e que vai continuar a fazer uma oposição cerrada.
Claudio Sousa, presidente do Partido de Trabalho e da Solidariedade disse triste pelo facto de os eleitores não combaterem a maioria absoluta. Apesar de não terem conseguido eleger nenhum deputado, Sousa diz que seu partido saiu renovado.
O presidente do Partido Social Democrático (PSD), João Além, acredita que o processo eleitoral foi viciado e que por isso vai recorrer ao Tribunal Constitucional.
Às legislativas para eleição de 72 deputados, em 13 círculos eleitorais, dos quais 10 no País e três na diáspora, concorreram seis partidos – MPD, PAICV, UCID, PTS, PSD e PP. MPD, PAICV e UCID concorreram em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).




