Cabo Verde regista zero mortes por malária desde 2018, de acordo com Relatório Mundial da Malária a África Subsaariana é a região do mundo mais afectada pela doença, com quase 95% de todos os casos e 96% das mortes registadas globalmente em 2020.
Na África apenas Cabo Verde, Etiópia, Gâmbia, Gana e Mauritânia alcançaram o objectivo de reduzir a incidência da malária em 40% relativamente aos números de 2015, enquanto a Argélia já tinha sido em 2019 certificada como livre da doença.
O relatório anual, realizado pela Organização Mundial de Saúde, conclui que as perturbações provocadas pela pandemia fizeram aumentar em 47 mil o número de mortes por malária no mundo. Em todo o mundo, o número de casos aumentou em 14 milhões – de 227 milhões em 2019 para 241 milhões em 2020 – e a doença matou 627 mil pessoas em 2020, mais 69 mil (12%) do que no ano anterior, sendo dois terços dessas mortes atribuídas às perturbações provocadas pela pandemia.
Proteção contra a malária
Director do Programa Global da Malária da OMS, Pedro Alonso, apela a uma operação maciça e urgente para garantir que a vacina contra a malária chega ao maior número de crianças possível e o mais depressa possível.
Trata-se de uma vacina que pode salvar todos os anos entre 40 e 80 mil vidas de crianças africanas. A Organização Mundial da Saúde recomenda a utilização em larga escala da vacina, que já estava a ser aplicada em três países africanos – Gana, Maláui e Quénia – ao abrigo de um projecto-piloto que já abrangeu 830 mil crianças.
A vacina com uma eficácia de 30% na prevenção da malária grave, foi a primeira que demonstrou reduzir a malária em crianças.




